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17.01.2011
O futuro do SESMT. O Fisioterapeuta estará lá?

Quando o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), foi criado em 1967, pelo Decreto-Lei 229 – tendo sido regulamentado em 1972 pela Portaria nº3237, o Fisioterapeuta não foi incluído no quadro de especialidades da NR-4. Hoje com a modernização de equipamentos e maquinário, e os altos índices de acidentes de trabalho no Brasil, fazem com que os prevencionistas do país repensem a NR-4, aonde a eficácia do modelo adotado há 32 anos, divide a opinião de prevencionistas. Enquanto uns defendem que o serviço é inadequado e ultrapassado para a realidade laboral atual, outros acreditam que ele atende às necessidades impostas pelo mundo do trabalho. Sendo assim as questões que permeiam os debates, diz respeito à inserção de outros profissionais no SESMT, além dos já exigidos, isso porque alguns prevencionistas defendem que os problemas do mundo do trabalho atingem questões que exigiriam a presença de fisioterapeuta e outros profissionais na equipe, como cita o especialista em Medicina do Trabalho e vice-presidente da Região Sudeste da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Aizenaque Grimaldi, na reportagem de Maria Cardoso, Edição 227 da Revista Proteção de Novembro de 2010; que a estrutura profissional apresentada hoje no SESMT é insuficiente para atender as demandas dos trabalhadores. “Hoje não da para se pensar em um serviço em que não se tenha incorporado fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo e até mesmo odontólogo do trabalho”.

 

O presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho, Eduardo Ferro, defende a organização de um modelo de SESMT mais especializado, com a presença de profissionais com título de especialistas, como os fisioterapeutas e fonoaudiólogos do trabalho “Estes são voltados à antecipação de problemas específicos de suas áreas, que integrados, podem contribuir com as empresas. Das especialidades profissionais, estas são as que possuem tratativas específicas de ruído e de biomecânica ocupacional (não só as questões LER/DORT, mas também de inclusão de deficientes no trabalho) são atualmente as mais requisitadas.

 

Com isso as discussões para a atualização do documento se estendem e o Grupo de Trabalho Tripartite (GTT), composto por representantes do governo, empregadores e empregados, não chegam a um consenso quanto às discussões de atualização da norma. Prevencionistas de todo o país ainda divergem sobre o futuro do serviço no Brasil, assim continuaremos trabalhando para que possamos ter incluso no SESMT, NR-4, o Fisioterapeuta do Trabalho, com o intuito de zelar pala saúde do trabalhador.

 

Edição:

 

Evandro Fortino

Fisioterapeuta Pós-graduando em Saúde do Trabalhador

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