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21.05.2010
Idosos Institucionalizados

Responsável pela edição:

Rodrigo Arend - Fisioterapeuta - CREFITO 5 - 119.227 - F

 

          O envelhecimento da população é um fenômeno de amplitude mundial. A OMS (Organização Mundial de Saúde) prevê que, em 2025, existirão 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos, sendo que muitos idosos (com 80 anos ou mais) constituem o grupo etário de maior crescimento. No Brasil, estima-se que haverá cerca de 34 milhões de idosos em 2025, o que levará o país à 6ª posição entre os países mais envelhecidos do mundo (DAVIM et al., 2004).


          Sabe-se que à medida que o ser humano envelhece muitas das tarefas do cotidiano consideradas banais e, portanto, de fácil execução vão paulatinamente e muitas vezes de forma imperceptível, tornado-se cada vez mais difíceis de serem realizadas, até que o indivíduo percebe que já depende de outra pessoa para tomar um banho, por exemplo (ARAÚJO e CEOLIM, 2007).


          A transferência de um idoso de sua casa para uma instituição tem um potencial para produzir danos como: depressão, confusão, perda do contato com a realidade, despersonalização e um senso de isolamento e separação da sociedade (ARAÚJO e CEOLIM, 2007). Com isso, instituições tem tido dificuldades de manter a saúde dos idosos residentes. Esses idosos freqüentemente apresentam declínios em funções biológicas e desenvolvem doenças que levam a uma variedade de disfunções crônicas, fazendo com que eles se tornem debilitados e vulneráveis (CHACON et al., 2009).


          Segundo estudos, os idosos institucionalizados têm maior probabilidade de sofrer quedas do que os idosos não institucionalizados, pois possuem menores níveis de força, equilíbrio, flexibilidade e resistência física. Os idosos institucionalizados apresentam um envelhecimento patológico, muitas vezes associado à doença de Parkinson, Alzheimer e outras doenças graves, que os tornam incapazes de efetuar atividades rotineiras de maneira independente (REBELATTO, CASTRO e CHAN, 2007).


          Cabe ao fisioterapeuta atuar de maneira preventiva dentro das instituições, com o objetivo de minimizar o risco de quedas, perda de funcionalidade, formação de úlceras de pressão etc. Isso é realizado através de programas de cinesioterapia visando um aumento da força muscular, flexibilidade e equilíbrio dos residentes, identificação de fatores de risco como tipo de calçados e piso e também através de orientações de cuidados para os residentes e demais profissionais presentes. O fisioterapeuta também tem como objetivo restaurar ou melhorar a funcionalidade do idoso já acometido por alguma disfunção crônica.

 

REFERÊNCIAS:

  • ARAÚJO, M. O. P. H.; CEOLIM, M. F. Avaliação do grau de independência de idosos residentes em instituições de longa permanência. Rev. Esc. Enferm. USP, v. 41, n. 3, p. 378-85, 2007.
  • CHACON, J. M. F. et al.  Prevalência de úlcera por pressão em instituições de longa permanência para idosos em São Paulo.
  • DAVIM, R. M. B. et al. Estudo com idosos de instituições asilares no município de Natal/RN: Características socioeconômicas e de saúde. Revista Latino-americana de Enfermagem, v. 12, n. 3, p. 518-24, maio-junho de 2004.
  • REBELATTO, J. R.; CASTRO, A. P.; CHAN, A. Quedas em idosos institucionalizados: características gerais, fatores determinantes e relações com a força de preensão manual. Acta Ortop Bras. v. 15, n. 3, p. 151-54, 2007.

 

 

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