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11.05.2010
Pneumonia na Infância

Responsável pela edição:

Cláudia Urban Kist - Fisioterapeuta - CREFITO 5 - 123.746 - F

 

          De acordo com Caetano et al. (2002) as causas mais frequentes de adoecimento de crianças menores de cinco anos e de demanda aos serviços de saúde são as afecções do aparelho respiratório, entre as quais se destacam as infecções respiratórias agudas (IRA). Estas estão associadas com altas taxas de mortalidade nesta população em países em desenvolvimento, responsáveis por cerca de 4 milhões de óbitos por ano (PRIETSCH et al., 2002).


          Dentre os acometimentos respiratórios, a pneumonia (PNM) é a mais freqüente, atingindo cerca de 10 a 20% de crianças menores de cinco anos de idade nos países pobres. No Brasil, as taxas de mortalidade infantil por PNM variam de região, sendo mais altas nos estados do Norte e do Nordeste (70 / 1.000), e mais baixas no Sul (17 / 1.000). A PNM é um processo agudo infeccioso que pode atingir bronquíolos, alvéolos e interstício pulmonar, dificultando as trocas gasosas. Sua etiologia é variável, sendo mais frequentemente de origem viral (BRUNETTO; PAULIN; 2002; SANTOS, NETO e COSTA; 2009).


        Segundo Nascimento et al. (2004), são fatores de risco para internação por PNM: comprometimento do estado nutricional , falta de aleitamento materno, baixo nível educacional dos pais, baixo peso ao nascer, baixa idade materna, pouco ganho de peso na gestação, presença de fumantes no ambiente, paridade e aglomerados de pessoas na casa.
O quadro clínico da PNM pode variar de acordo com particularidades dependentes do agente e das condições próprias do paciente, tais como: peso, idade, estado imunológico e dados epidemiológicos. São alguns sintomas da PNM: desconforto respiratório, dispnéia, taquipnéia, batimentos de asas do nariz (BAN), retrações intercostais, alterações do murmúrio vesicular, presença de secreções pulmonares (SANTOS, NETO E COSTA; 2009).


          De acordo com Brunetto e Paulin (2002), a Fisioterapia Pulmonar pode contribuir para a redução do número de ocorrências de PNM em crianças. Segundo Azeredo (2002), a Fisioterapia é uma ciência que utiliza os meios físicos e naturais com objetivos preventivos e de recuperar, ao máximo, a capacidade funcional e a independência para o trabalho, no lar e na sociedade, incluindo avaliação das condições do paciente e prognóstico como parte essencial de um programa terapêutico.


           O tratamento fisioterapêutico em crianças com afecções do aparelho respiratório tem como objetivos principais a limpeza das vias aéreas, obstruídas pelo acúmulo das secreções ou por material aspirado, reexpansão de um segmento pulmonar atelectasiado e aperfeiçoamento do mecanismo respiratório e do controle sobre a respiração, proporcionando, assim, adequada transmissão dos gases aos órgãos de importância vital (SANTOS, NETO e COSTA; 2009).


REFERÊNCIAS:

  • AZEREDO, C.A.C. Fisioterapia respiratória moderna. 4ª Ed., São Paulo: Manole, 2002.
  • BRUNETTO, Antonio Fernando; PAULIN, Elaine. Importância da fisioterapia pulmonar no tratamento de pneumonias em crianças. Revista Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v. 15, n. 1, p. 39-45, abril/setembro, 2002.
  • NASCIMENTO, Luiz Fernando C. et al. Análise hierarquizada  dos fatores de risco para pneumonia em crianças. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 30, n. 5, p. 445-51, setembro/outubro, 2004.
  • PRIETSCH, Silvio O. M. et al. Doença aguda das vias aéreas inferiores em menores de cinco anos: influência do ambiente doméstico e do tabagismo materno. Jornal de Pediatria, v. 78, n. 5, p. 415-22, 2002.
  • SANTOS, Anaíres de Goes; NETO, Manoel Luiz de Cerqueira; COSTA, Aída Carla Santana de. Análise do impacto da fisioterapia respiratória em pacientes pediátricos com os sinais clínicos apresentados na pneumonia. Revista Inspirar, v. 1, n. 1, junho/julho, 2009.


 

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