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05.04.2010
Risco de quedas em Idosos

Responsável pela edição:

Rodrigo Arend - Fisioterapeuta - CREFITO 5 - 119.227-F

 

          O envelhecimento é um processo natural, dinâmico e progressivo, onde há alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas. Essas alterações levam a perdas, entre elas a instabilidade postural, o que ocorre devido às alterações do sistema sensorial e motor, levando a uma maior tendência a quedas (GUIMARÃES et al., 2004).


          O aumento da proporção de idosos na população brasileira traz à tona a discussão a respeito de eventos incapacitantes nessa faixa etária, dos quais destaca-se a ocorrência de quedas, bastante comum e temida pela maioria das pessoas idosas por suas conseqüências, especialmente a fratura de quadril. Cerca de 30% dos idosos em países ocidentais sofrem quedas ao menos uma vez por ano (PERRACINI e RAMOS, 2002).


          A prevenção torna-se importante, no sentido de minimizar problemas secundários recorrentes de quedas. Estudos têm mostrado que é possível diminuir a ocorrência de quedas com cuidados simples como:

  • Promoção da saúde e prevenção de quedas;
  • Revisão das medicações;
  • Modificações nos domicílios;
  • Promoção da segurança no domicílio;
  • Promoção da segurança fora do domicílio (SIQUEIRA et al., 2007).

 

          O risco de quedas também pode ser minimizado com a prática de exercícios físicos. A atividade física tem sido comprovada como fator de melhora da saúde global do idoso, sendo o seu incentivo uma importante medida de prevenção de quedas, oferecendo aos idosos maior segurança na realização de suas atividades de vida diária. Além disso, o exercício proporciona aumento do contato social, diminui o risco de doenças crônicas, melhora a saúde física e mental, garante melhora da funcionalidade e, conseqüentemente, maior autonomia, independência e qualidade de vida. Em contrapartida, o sedentarismo acelera o processo de envelhecimento, o que acaba levando a um aumento do risco de quedas (GUIMARÃES et al., 2004).


          Uma vez que o idoso sofre uma queda, além do risco de fraturas, há perda da confiança para caminhar, devido ao temor de novas quedas, fazendo o idoso diminuir sua mobilidade. Gera-se então um círculo vicioso: com a restrição de atividades, há diminuição de força muscular e enfraquecimento das pernas, levando o idoso à condição de dependência, ao isolamento social e, conseqüentemente, à institucionalização (BARBOSA e NASCIMENTO, 2001).


          A fisioterapia é de extrema importância na prevenção de quedas em idosos. Através do diagnóstico cinético-funcional, o fisioterapeuta é capaz de avaliar o risco de quedas e assim elaborar programas de prevenção individual ou em grupo. A fisioterapia também atua na reabilitação, minimizando os danos causados e restaurando a funcionalidade do idoso.

 

REFERÊNCIAS:

  • BARBOSA, M. L. J.; NASCIMENTO, E. F. A. Incidência de internações de idosos por motivo de quedas, em um hospital geral de Taubaté. Rev. Biociên, v. 7, n.1, p. 35-42. 2001.
  • GUIMARÃES, L. H. C. T. et al. Comparação da propensão de quedas entre idosos que praticam atividade física e idosos sedentários. Revista Neurociências, v. 12, n. 2, p. 68-72. 2004.
  • PERRACINI, M. R.; RAMOS, L. R. Fatores associados a quedas em uma coorte de idosos residentes na comunidade. Rev Saúde Pública, v. 36, n. 6, p. 709-16. 2002.
  • SIQUEIRA, F. V. et al. Prevalência de quedas em idosos e fatores associados. Rev Saúde Pública, v. 41, n. 5, p. 749-56. 2007.

 

 

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