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21.12.2009
Patologias Neurológicas na Infância

 

Responsável pela Edição:

Maíra Schmitz

Fisioterapeuta - CREFITO 5 - 117.262 - F

 

          Atualmente vivemos cercados de patologias neurológicas que afetam as crianças. Muitas crianças já nascem com sérios problemas neurológicos, necessitado de cuidados especiais ao longo de suas vidas. As principais patologias neurológicas que ocorrem na infância são a Síndrome de Down, a Paralisia Cerebral e as Distrofias Musculares. 


          Atualmente existe uma série de exames sofisticados que são realizados no período pré-natal da gestante, que são capazes de identificar certas alterações no desenvolvimento fetal, sendo possível, muitas vezes, diagnosticar essas patologias neurológicas. No entanto, ainda existe algumas doenças neurológicas que não são possíveis detectar ainda na vida intra uterina, sendo diagnosticadas assim que a criança nasce e inicia seu desenvolvimento. Em alguns casos, a criança nasce sem qualquer alteração física, passando a desenvolver essas alterações com os passar dos anos de sua vida, de acordo com a patologia existente. 


          A paralisia cerebral é uma das alterações neurológicas mais comuns, e que vem sendo cada dia mais explorada e estudada pelos pesquisadores, com o objetivo de minimizar seus efeitos e alterações.  A paralisia cerebral é um distúrbio do movimento e da postura que resulta de lesão cerebral não-progressiva ocorrida no período inicial do desenvolvimento infantil, podendo apresentar sintomatologia variada, que caracteriza a gravidade do comprometimento neuromotor. É resultante de encefalopatia não-progressiva nos períodos pré, peri ou pós-natal, com localização única ou múltipla no cérebro imaturo. Essa lesão cerebral pode resultar em comprometimentos neuromotores variados que, geralmente, estão associados à gravidade da seqüela e a idade da criança. 


          A Paralisia cerebral acomete o indivíduo de diferentes formas, dependendo da área do sistema nervoso que foi afetado. O portador apresenta alterações neuromusculares como variações de tônus muscular, persistência de reflexos primitivos, rigidez, espasticidade, entre outras características.  Tais alterações geralmente se manifestam com padrões específicos de postura e de movimentos que podem comprometer o desempenho funcional dessas crianças. Dessa forma, a paralisia cerebral pode interferir de forma importante na interação da criança em contextos relevantes, influenciando, assim, a aquisição e o desempenho não só de marcos motores básicos, como rolar, sentar, engatinhar e andar; mas também de atividades de rotina diária, como tomar banho, alimentar-se, vestir-se, locomover-se em ambientes variados.


          A fisioterapia pode contribuir favoravelmente nessas condições, além de ser um recurso terapêutico de extrema importância no desenvolvimento dessas crianças, uma vez que possibilita a criança a se desenvolver da melhor maneira possível dentro de suas limitações, assim como aprender a se adaptar no meio em que esta inserida. 


          Outra patologia muito comum é a síndrome de Down, que tem ganhado um espaço cada vez maior na sociedade, sendo melhor compreendida pela comunidade. A mídia também tem colaborado muito no que diz respeito às informações e esclarecimentos sobre as condições e alterações motoras dessas crianças. A Síndrome de Down, conhecida como a Trissomia do cromossomo 21, apresenta uma série de alterações típicas e bem definidas. Essas crianças apresentam uma diminuição do tônus muscular, alteração de coordenação motora e retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, no entanto apresentam o cognitivo preservado. Também é comum apresentar alterações cardíacas, ortopédicas, imunológicos, oculares entre outros. A fisioterapia é de extrema importância no desenvolvimento dessas crianças uma vez que possibilita uma estimulação precoce do desenvolvimento, assim como auxilia, melhora e previne alterações pulmonares, também muito comuns nessas crianças. A criança com síndrome de Down precisa receber acompanhamento fisioterapêutico desde os primeiros meses de vida. Quanto mais cedo iniciar a terapia, menores serão as alterações e os comprometimentos. 


          Outra gama de alterações neurológicas que tem ganhado espaço e conhecimento cada vez mais aprofundado são as distrofias musculares. Ainda se sabe pouco sobre essas alterações, mas a cada ano que passa, os estudos estão mais avançados e a área de conhecimento cada vez maior.


          As distrofias musculares são doenças de caráter hereditário sendo sua principal característica a degeneração da membrana que envolve a célula muscular, causando sua morte. Distrofia muscular é o termo amplo usado para designar um grupo de doenças genéticas que afetam os músculos causando fraqueza. Essa fraqueza muscular, dependendo do tipo de distrofia, afeta grupos de músculos diferentes e tem velocidade de degeneração variável. De uma forma geral a distrofia muscular é considerada rara, sendo a distrofia muscular de Duchenne a forma mais comum dentre elas. Outra forma de distrofia muscular, é a de Becker, cujos sinais e sintomas são muito semelhantes aos da distrofia de duchenne, porém com início mais tardio e de evolução menos severa.

 


REFERÊNCIAS:

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