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30.11.2009
Saúde Postural na Infância

 

          A postura é geralmente definida como o arranjo relativo das partes do corpo. A boa postura é o estado de equilíbrio muscular e esquelético que protege as estruturas do corpo de lesões ou deformidades progressivas independentemente da posição (em pé, deitado, sentado, inclinado) nas quais essas estruturas estão trabalhando ou descansando. Sob essas condições, os músculos trabalham com maior eficiência e os órgãos torácicos e abdominais ficam em suas posições adequadas (PENHA et al., 2005).
          A incidência dos desequilíbrios posturais nas crianças é bastante significativa e essa realidade é claramente observada nas crianças em idade escolar, em que um elevado contingente de crianças estão a todo momento vulneráveis a condições de má postura corporal (ROSA, 1991). Sabe-se que a postura da criança dos 7 aos 12 anos de idade sofre transformações na busca de um equilíbrio compatível com as novas proporções de seu corpo e que, nessa idade, em que a mobilidade é extrema, a postura tende a adaptar-se à atividade que ela está desenvolvendo, com isso todos seus hábitos de postura bons ou maus terão reflexo no futuro, quando adultos (FERRONATO, CANDOTTI e SILVEIRA, 1998).
          Vários fatores, tais como hábitos posturais, hereditariedade, atividade física, entre outros, podem desencadear má postura e repercutir no aparecimento de alguma alteração postural. A vigilância de pais e professores é de especial importância na correção à tempo de desvios posturais, a fim de se evitar a evolução e deformidades permanentes (PEREIRA et al., 2005).
          Acredita-se que para tentar minimizar a alta incidência de afecções posturais, se faz necessário um trabalho de base abrangente, atuando, principalmente, no plano preventivo e educacional, possibilitando a mudança de hábitos inadequados. Para qualquer programa preventivo ter sucesso é necessário realizar um trabalho educacional que enfatize a postura corporal de crianças e adolescentes, considerando a biomecânica da coluna vertebral e as influências que o meio ambiente exerce nas atitudes e hábitos desenvolvidos e adotados pelos indivíduos (BRACCIALLI e VILARTA, 2000).
          A Fisioterapia é de grande importância na identificação e no tratamento dessas alterações posturais. Atuando em ambiente escolar, o fisioterapeuta é capaz de trabalhar na conscientização das crianças e dos adolescentes, e no caso de identificar alterações mais importantes, encaminhar o escolar para o tratamento adequado precocemente.

 

REFERÊNCIAS:

  • PENHA, P.J. Postural assessment of girls between 7 and 10 years of age. CLINICS 60(1):9-16, 2005.
  • ROSA, F. N. Avaliação Postural em Escolares de 1ª a 4ª Série do 1º Grau. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v.5, n.2, p. 07-10, 1991.
  • FERRONATO, A; CANDOTTI, C.T; SILVEIRA, R.P. A incidência de alterações de equilíbrio estático da cintura escapular em crianças entre 7 e 14 anos. Movimento, v.5, n. 9, p. 24-30,1998.
  • PEREIRA, L.M et al. Escoliose: Triagem em escolares de 10 a 15 anos. Revista Saúde Comunitária, v.1, n.2, p. 134-143, 2005.
  • BRACCIALLI, L. M. P; VILARTA, R. Aspectos a serem considerados na elaboração de programas de prevenção e orientação de problemas posturais. Revista Paulista de Educação Física, v.14, n. 2, p. 159-71, 2000.

 


Responsável pela edição: Rodrigo Arend – Fisioterapeuta – CREFITO 5 – 119.227 – F
 

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