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07.06.2016
Como acontece o Controle Neural do Equilíbrio

O Equilíbrio é a função que assegura a manutenção do centro de gravidade no interior do polígono de sustentação, tanto em repouso como em movimento, permitindo conservar estáveis o campo visual e a verticalidade, opondo-se dentro de certos limites, às forças que destabilizam o corpo. 

Assim, esta capacidade permite-nos a mobilização da cabeça para visualizar os objetos que nos rodeiam, mantendo-os imóveis e “nítidos” no nosso campo de visão, e permanecer em pé “estáveis” e deslocarmo-nos sem cair. Resulta da organização harmoniosa de várias informações sensoriais, nomeadamente: 

- Vestibular, captada pelos canais semicirculares, utrículo e sáculo, localizados no ouvido interno, que são sensores da posição e da aceleração angular e linear horizontal e vertical do movimento da cabeça, respetivamente. Esta configuração anatomofisiológica permite a informação da posição e do movimento da cabeça nos 3 planos do espaço;

- Visual (retina foveal e periférica), que permite a percepção dinâmica do meio ambiente, com discriminação da forma, distância e movimento dos objetos circundantes;

- Proprioceptiva, por intermédio dos sensores da sensibilidade que se encontram nos ossos, articulações e músculos e sobretudo na face plantar, fornecem a posição e o movimento dos vários segmentos corporais e a forma/orientação da superfície de apoio, bem como são responsáveis pela estratégia de equilíbrio para manter a estabilidade do corpo e da cabeça na posição de pé e evitar quedas.

Independentemente da sua proveniência, estas informações sensoriais recolhidas pelos vários sistemas são integradas em estruturas do Sistema Nervoso Central (SNC) (tronco cerebral, nomeadamente núcleos vestibulares e substância reticular, e cerebelo) e vão exercer a sua ação, visando reflexos que se podem influenciar reciprocamente.

Fonte: Olhar Fisio

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