Hemiplegia e FNP

Tempo de leitura: 2 minutos

Você que se interessou pelo tema da Hemiplegia, veja a eficácia da Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva nesses casos.

Um projeto muito legal desenvolvido pelos colegas na Unipampa (Uruguaiana/RS).

Os déficits motores oriundos de um AVE são muito variados dependendo da área acometida e extensão da lesão. Um dos déficits mais frequentes é a hemiplegia (paralisia de um lado do corpo) ou hemiparesia (fraqueza de um lado do corpo), importante ressaltar que normalmente é o lado contralateral da lesão que é o afetado.

Esses acometimentos propiciam uma nova condição ao paciente em que a paralisia gera:

  • Uma perda de mobilidade no tronco e nas extremidades;
  • Padrões anormais de movimento;
  • Estratégias compensatórias e ações involuntárias do hemicorpo afetado levando a perda da independência nas atividades de vida diária, tanto básicas como instrumentais.

O conceito de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP) nasceu nos anos 40 através do trabalho do médico e neurofisiologista norte americano Herman Kabat. Sua intenção era desenvolver uma abordagem terapêutica que permitisse analisar e avaliar o movimento possibilitando, ao mesmo, facilitações estratégicas mais eficientes para o movimento funcional.

O objetivo primário da FNP é proporcionar um tratamento global e buscando sempre o mais alto nível de funcionalidade. Além de:

  • Promover movimento funcional com facilitação;
  • Fortalecimento de grupos musculares utilizando contrações concêntricas, excêntricas e isométricas;
  • Isso, combinado com aplicação gradual de resistências e procedimentos facilitatórios adequados.

O objetivo do projeto de extensão dos colegas de Uruguaiana (Ernesto Maia Lemos, Silvia Luci De Almeida Dias, Natacha Souza Zemolin) era avaliar, tratar e orientar pessoas hemiplégicas e seus familiares/cuidadores, através da atenção fisioterapêutica.

A população-alvo foram pacientes hemiplégicos que são atendidos no estágio curricular do Curso de Fisioterapia da Unipampa, desde maio de 2014.

Os pacientes receberam o tratamento fisioterapêutico no estágio e após, ele recebeu uma sessão de FNP enfocando as diagonais escapulares, pélvicas, de membro superior e inferior e estabilização rítmica na cintura pélvica durante a marcha para estimular o movimento de rotação de quadril.

Foram realizados 53 atendimentos para cada paciente, três vezes por semana, com duração de 60 minutos. Foi observado que os pacientes apresentaram melhoram na amplitude, força muscular e sincronia de movimentos, tanto nos membros superiores como inferiores.

O projeto, também, oportunizou aos hemiplégicos, as orientações necessárias para o seu melhor controle motor e melhor desempenho das suas tarefas do dia a dia, sejam elas para se alimentar, vestir e higienizar, bem como se deslocar, todos da forma mais independente possível.

Concluiu-se que a FNP contribuiu de forma significativa para aumento da funcionalidade e qualidade de vida dos pacientes hemiplégicos, sendo um grande instrumento terapêutico para o Fisioterapeuta.

Deixe uma resposta